Qual o Poder de um buraco Negro ???

Qual o Poder de um buraco Negro ???
Buracos negros

Buraco negro, um corpo celeste hipotético com um campo gravitacional tão forte que nem sequer a radiação eletromagnética pode escapar de sua proximidade. O corpo está rodeado por uma fronteira esférica, chamada de horizonte, através da qual a luz pode entrar, mas não pode sair — por isso parece ser completamente negro.

Um objeto com essas características pode corresponder a um corpo de alta densidade com uma massa relativamente pequena, como a do Sol ou menor, que está condensada em um volume muito inferior, ou a um corpo de baixa densidade com uma massa muito grande, como uma coleção de milhões de estrelas no centro de uma galáxia.

Buracos negros – Nas estrelas gigantes ou supergigantes a força da gravidade implodirá o núcleo estelar transformando-a num sugadouro gravitacional que aprisiona qualquer forma de energia, inclusive a luz.. Como eles não podem ser vistos, sua presença é deduzida em sistemas de estrelas binárias em que um dos componentes, embora de grande massa, é invisível, e também pela emissão de raio X originados no deslocamento de matéria para o seu interior.

Almanaque Abril

Foi o astrônomo inglês John Michell em 1783, Royal Society, que expôs pela primeira vez a possibilidade de existência do buraco negro, baseado na lei da gravitação de Newton. Mais tarde, o matemático francês Pierre Simon de Laplace (1749-1827) elaborou a imagem dos buracos negros, também baseados na teoria da emissão corpuscular da luz.

Após a publicação das equações que descreviam o campo gravitacional, em 1916, por Albert Einstein, foi que o astrônomo alemão Karl Schwarschild descobriu a solução do tipo mais simples de buraco negro com simetria esférica e massa.

O primeiro buraco negro descoberto foi Cygnus X-1. Tal designação significa que esta foi a primeira fonte de raios-X descoberta na constelação de Cygnus (Cisne). Está associada a supergigante MDE 226868. As variações de velocidade radial dessa estrela permitiram deduzir que a massa de Cygnus X-1 era de pelo menos de 6 a 10 massas solares. Um objeto com uma tal massa só pode ser um buraco negro.

Outras fontes de emissão de raios-X foram detectadas posteriormente.
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# Posté le dimanche 04 mai 2008 11:50

Inversão dos Polos ???

Inversão dos Polos ???
Vocês sabiam que a Terra experimenta periodicamente uma inversão dos pólos magnéticos? Sério. Podem pesquisar. Não vou colocar a fonte, vou deixar vocês com o mesmo trabalho que eu tive em descobrir isso...hehehe.

Para quem não sabe, a Terra possui um forte campo magnético que efetivamente filtra uma grande quantidade das microondas provenientes do sol. Sem este campo magnético, a vida na Terra seria praticamente inviável. E é este campo magnético que nos dá o famoso "norte" da bússula, por exemplo.

Ocorre que o "norte" magnético nem sempre é no norte, e a Terra freqüentemente experimenta uma mudança total de eixo de seu campo magnético, isso é PROVADO e COMPROVADO pelas pesquisas geológicas em camadas de magma resfriado, por exemplo. O magma é frequentemente carregado de partículas de ferro, e é fracamente magnetizado pelo campo da Terra, só que um estudo geológico pode facilmente comprovar que ocorrem inversões periódicas deste campo em campo. Além de inúmeros outros testes, como a "assinatura" magnética nos polos magnéticos da Terra que tem variado violentamente com o passar dos milênios.

Agora vamos aos fatos mais "assustadores", para quem ainda não captou a moral da história. A Terra é uma esfera em que a crosta terrestre "sólida" tem uma espessura bastante pequena, e está permanentemente "boiando" sobre uma quantidade muito grande de material derretido "magma" fortemente impregnado de ferro e outros metais, que gira ao redor de um núcleo sólido de tamanho relativamente pequeno. Se alguém assistiu aquela bobagem do filme "o núcleo", saiba que nisto eles estavam falando a verdade. Este material líquido em movimento cria uma espécie de "geodínamo", que produz o nosso campo magnético.

O fato é que (e isso é FATO), por algum motivo existe periodicamente uma inversão completa desta campo magnético, e a única explicação plausível na ciência para tal atualmente é que existe uma inversão do movimento deste fluido. Ou seja, periodicamente, todo o interior da Terra pára, e começa a girar para o OUTRO LADO! Isso acontece EXTREMAMENTE rápido, em questão de 1 MÊS o campo magnético da Terra gira 360 graus!!! Isso equivale a cerca de 6 graus POR DIA!!! Ninguém sabe explicar porque isso acontece, mas parece quase impossível explicar esse fenômeno sem uma causa externa à Terra. É necessário que haja uma enorme quantidade de energia envolvida com esse fenômeno!

Não precisa ser um gênio para deduzir o que acontece com a crosta terrestre quando isso ocorre. No melhor dos cenários, por cerca de 1 semana ou mais, a Terra fica sem campo magnético, praticamente. Isto, por si só já seria praticamente responsável pela extinção da vida na Terra. Terremotos, tsunamis, ciclones e erupções vulcânicas de intensidade INIMAGINÁVEL seriam o cenário provável. Continentes são literamente arrastados de suas posições. Sem contar que, se a maior massa da Terra começar a girar ao contrário, é quase impossível imaginar que a crosta da Terra não acompanha o movimento, ou seja, que a própria Terra não inverta sua rotação. Se você entende um pouco de física, imagine uma bolinha de ping-pong, em que a parte interna é cheia de água, em que a água gira para um lado no interior da bolinha, e a parte externa acompanha. Agora imagine que, subitamente, a água pára, e começa a girar para o outro lado, consegue imaginar a bolinha girando para o mesmo lado???

As consequencias deste fenômeno são arrasadoras para a crosta terrestre, historicamente, os pólos não apenas se invertem, mas são afastados centenas de quilômetros de suas posições originais. Por favor, desafio os céticos a pesquisarem, tudo o que estou falando é FATO!

Esta inversão tem ciclos muito variados, mas acontece em média a cada 250 mil anos. Ora, estamos a cerca de 750 mil anos da última inversão. Este fenômeno não é exclusivo da Terra, inúmeros outros planetas possuem campo magnético, e muitos experimentam esta inversão. O próprio sol, inverte seus pólos magnéticos a cada 11 anos! Esta inversão é responsável (ou concomitante) pelos ciclos de "sol máximo" e "sol mínimo", em que as manchas solares aumentam estupidamente, e a quantidade de "flares" solares (emissão de massa coronal) se torna possível. Pequenos flares solares tem sido responsáveis nas últimas décadas por grandes distúrbios magnéticos elétricos e radioativos na Terra. Há alguns anos, um flare solar queimou parte das linhas de transmissão de energia de Quebec, induzindo cargas de até 1200 volts nas linhas.

Ainda, antes que uma "inversão dos pólos" aconteça na Terra, normalmente é precedida por uma anormal redução do campo magnético da Terra (veja bem, eu não disse parada, mas redução drástica e rápida, uma espécie de "freada" do fluido. Nos últimos anos, a Terra tem sido vítima de uma abrupta redução do campo magnético, sendo que nos últimos 50-100 anos o campo magnético da Terra diminuiu mais do que nos últimos 2000 anos que precederam este período. Estas "instabilidades" do campo magnético tem sido conjeturas de que o "aquecimento global" possa ser um misto de "aumento de atividade solar" e redução do campo magnético da Terra, por vários pesquisadores sérios. Estamos presenciando uma inversão parcial do campo magnetico hoje, chamada de "anomalida do atlântico sul, que atinje atualmente o Brasil, principalmente sobre os Estados do sul. Esta anomalia é única e radicalmente intensa, aonde encontramos cerca de 30% do "escudo magnético" original, no resto da Terra encontramos cerca de 60%.

Não seria hora de começarmos a nos preocupar com o assunto? Porque ninguém fala nisso?

Uma teoria (e deixo bem claro agora que é TEORIA) que me pareceu mais razoável é a de que, se na Terra não existe a princípio força capaz de inverter o ciclo de uma massa tão grande como a do fluido de magma, devemos procurar uma explicação além de nosso planeta. Quem teria capacidade de injetar energia tão grande a ponto de fazer uma "proeza" física dessas? A resposta me pareceu bastante óbvia, o SOL!

Excepcionalmente e comprovadamente, o sol emite "mega-flares", capazes de conduzir uma descarga eletromagnética e radioativa muito maior do que os flares normais. Indícios passados de maga-flares tem sido encontrados na Terra e na Lua, por exemplo.

Agora imagine que o "geodínamo", que já está perdendo aceleração é atingido por um "curto-circuito" de proporções estelares, quem conhece algo sobreo assunto sabe que é perfeitamente possiível vislumbrar não apenas uma inversão dos pólos, mas uma magnetização capaz de gerar um movimento que seria capaz de durar por centenas de milhares de anos novamente.

Agora vamos "viajar na maionese". Em 2012 teremos o novo máximo solar, que está previsto pela nasa para ser um dos maiores dos últimos 50-100 anos. Estamos perdendo campo magnético em proporções nunca antes presenciadas (e preocupantes). Os maias previram o fim do calendário para 2012 (na verdadem segundo alguns estudiosos, não o fim de um calendário, mas o fim de um "ciclo"). Os maias tinham profundo conhecimento astronomico e foram os primeiros a detectar a existência dos ciclos solares (boa parte da religião deles estava ligada ao sol). Imagine agora, por um momento, que eles SABIAM quando aconteceria o próximo "mega-flare" solar, e SABIAM das consequencias. Essa possibilidade não deixa você, pelo menos "um pouco" apreensivo?

Civilizações como a Maia e a Egípcia possuem similaridades religiosas e culturais muito profundas, mesmo geograficamente isoladas. Além disso, possuem desenvolvimento específico em algumas áreas do conhecimento, como a astronomia e a construção. Imagine o cenário, se estas civilizações tivessem abrigado alguns "sobreviventes" de uma catástrofe global como a que falamos. Não seria mais fácil entender porque elas tiveram um "boom" cultural em algumas áreas. Se você voltasse a barbárie após um holocausto deste nível, não se esforçaria em contar para os seus filhos o que aconteceu? Em pesquisar o fato? E, com o passar das gerações e a "volta ao primitivo", isso não acabaria por gerar idéias místicas e primitivas nos seus filhos e netos? "Deuses SOL, LUA, etc"? Pirâmides e construções atualmente quase inexplicáveis naquela época, não seriam mais facilmente explicáveis por descendentes de uma civilização relativamente avançada, mas que recuou ao ambiente primitivo?

Continuando a viagem na maionese:

Vários animais e insetos são especialmente "sensíveis" ao campo magnético da Terra, inclusive se utilizando dele como forma de localização espacial. Será que essa alteração abrupta não pode estar diretamente ou indiretamente ligada ao "sumiço" das abelhas e a "loucura" dos elefantes?

Nas últimas décadas, experimentamos uma radical alteração no clima da Terra, um aumento considerável no número de terremotos, ciclones, etc E uma alteração violenta no campo magnético da Terra. Será que esses fenômenos que estão sendo pesquisados isoladamente não podem, em conjunto, ser mais facilmente explicáveis por um início da alteração da hidrodinâmica do fluido magmático?

Incontáveis civilizações geograficamente isoladas possuem um mito similar de catástrofes climáticas que dizimaram uma "civilização predecessora", será mera coincidência, ou este fato nos foi passado de geração em geração, por milênios? Dilúvio bíblico, a lenda de Atlântida, lendas indígenas da América do Norte sobre inundações de proporções apocalípticas, são apenas histórias, ou se baseiam no fato de que, num passado remoto, isso REALMENTE aconteceu?

Será que, com o passar dos milênios e com a destruição global de qualquer civilização porventura "predecessora", este conhecimento não adquiriria proporções "religiosas" no desenvolvimento de novas civilizações?
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# Posté le dimanche 04 mai 2008 11:30

Evolução Humana ou um simples folclore?

Evolução Humana ou um simples folclore?
DOM RARO!!!
Documentário] Ben Underwood - Dom Raro!
Matéria na Globo.com - Traduzido!

Estalo de língua ajuda jovem deficiente visual a 'enxergar'
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL428284-5602,00-ESTALO+DE+LINGUA+AJUDA+JOVEM+DEFICIENTE+VISUAL+A+ENXERGAR.html

Ben Underwood, 16, tinha três anos quando manchas brancas apareceram em seus olhos. Os médicos diagnosticaram como câncer na retina, ele passou por operações, mas mesmo assim perdeu a visão. Depois disso, o jovem começou a estalar a língua e descobriu que era possível “enxergar” com os ouvidos. Criou assim uma espécie de radar, ou sonar. Ele se orienta pelo eco do som que produz .


Extraordinary People - The boy who sees without eyes.

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=qLziFMF4DHA
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=7_uWJeRTQdg&feature=related
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=YGLTm2Jz8FM&feature=related
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=YGLTm2Jz8FM&feature=related
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=MNkJ1diTxOE&feature=related
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# Posté le samedi 03 mai 2008 21:52

Pirâmides e seus Mistérios !



As pirâmides de Gizé têm estimulado a imaginação humana. Quando foi erguida, a Grande Pirâmide tinha 145,75 m de altura (com o passar do tempo, perdeu 10 metros do seu cume). O ângulo de inclinação dos seus lados é de 54º54'. Sua base é um quadrado com 229 m de lado. Mas, apesar desse tamanho todo, é um quadrado quase perfeito - o maior erro entre o comprimento de cada lado não passa de 0,1%, algo em torno de 2 cm, o que é incrivelmente pequeno. A estrutura consiste em mais de 2 milhões de blocos de pedra, cada um pesando de duas a 20 toneladas.

Na face norte fica a entrada da pirâmide. Um número de corredores e galerias leva ao que seria a câmara mortuária do rei, localizada no "coração" da estrutura. O sarcófago é de granito preto e também está orientado com as direções da bússola. Surpreendentemente, o sarcófago é maior do que a entrada da câmara. Só pode ter sido colocado lá enquanto a construção progredia, um fato que evidencia a complexidade do projeto e como tudo foi cuidadosamente calculado.

São cálculos assombrosos. Por exemplo, se você tomar o perímetro da pirâmide e dividi-lo por duas vezes a sua altura, chegará ao número pi (3,14159...) até o décimo quinto dígito. As chances de esse fenômeno ocorrer por acaso são quase nulas. Até o século 6 d.C., o pi havia sido calculado só até o quarto dígito.

E isso é só o começo. A Grande Pirâmide pode ser a mais velha estrutura na face do planeta, é a mais corretamente orientada, com seus lados alinhados quase exatamente para o norte, sul, leste e oeste. É um mistério como os antigos egípcios conseguiram tamanha precisão sem utilizar uma bússola - assim com é incrível que até agora ninguém tenha aparecido com uma explicação para o enigma.

Ao que parece, todas as construções na planície de Gizé estão espetacularmente alinhadas. No solstício de verão, quando visto da Esfinge, o Sol se põe exatamente no centro da Grande Pirâmide e de sua vizinha, a pirâmide de Quéfren. No dia do solstício de inverno, visto da entrada da Grande Pirâmide, o Sol nasce exatamente do lado esquerdo da base da cabeça da Esfinge e passa toda a cabeça até se pôr ao lado direito de sua base. A geometria das três pirâmides tem sido uma fonte de confusão por muitos anos, por causa da maneira aparentemente imperfeita com que foram alinhadas. É curioso, porque foram os egípcios os inventores da geometria.

Por outro lado, a pirâmide está colocada num lugar muito especial na face da Terra - ela está no centro exato da superfície terrestre do planeta, dividindo a massa de terra em quadrantes aproximadamente iguais. O meridiano terrestre a 31º a leste de Greenwich e o paralelo a 30º ao norte do equador são as linhas que passam pela maior parte da superfície terrestre do globo. No lugar onde essas linhas se cruzam está a Grande Pirâmide, seus eixos norte-sul e leste-oeste alinhados com essas coordenadas. Em outras palavras, a Grande Pirâmide está no centro da superfície terrestre. Ela é, por assim dizer, o umbigo do mundo.

Muitos arquitetos e engenheiros que estudaram a pirâmide concordam que, com toda a tecnologia de hoje, não conseguiríamos construir uma igual. Será ? Às vezes as pessoas preferem acreditar em qualquer coisa menos na capacidade do gênio humano. Foi com essa intenção que, em 1944, um grupo de arqueólogos tentou construir uma réplica da pirâmide, sem usar a tecnologia moderna, nem mesmo a roda, mas seguindo uma escada proporcional de tamanho, tempo e número de operários 40 vezes menor. Isso resultaria justamente nos 10 m que faltam ao cume da Grande Pirâmide.

Cordas e varetas serviam como instrumentos para medição e demarcação do terreno, as pedras foram cortadas a cinzel nas pedreiras distantes, transportadas de barco e empurradas até o local da empreitada, ao lado de Quéops. O sistema utilizado para erguer as pedras foi uma combinação da rampa com as alavancas. Tudo como nos velhos tempos.

Para surpresa geral, as pedras foram se encaixando com precisão milimétrica e a construção progrediu, apesar dos atrasos provocados pelo desconhecimento do know-how da época, que teve de ir sendo desvendado na base da tentativa e erro. O que frustou o sucesso da empreitada foi o tempo. Não deu. Se a equipe dispusesse de alguns dias a mais, além dos 45 dias determinados, teria construído uma Grande Pirâmide em escala.

Robert Bauval e Adrian Gilbert tem um estudo astronômico sobre as pirâmides. Os dois publicaram suas descobertas preliminares no livro THE ORION MYSTERY, editado pela Heinemann. Eles também fizeram um documentário para a TV em 1995, lançando uma nova e intrigante luz sobre o assunto. Os pontos de vista expressados no livro e no documentário foram inicialmente desprezados pelos egiptólogos acadêmicos, mas, conforme as evidências foram reforçando sua teoria, mais e mais gente a foi aceitando.

Embora Virgina Trimble e Alexander Badawy tenham sido os primeiros a notar que os "respiradouros" da pirâmide de Quéops apontavam para a Constelação de Órion, aparentemente com o objetivo de mirar a alma do rei morto em direção àquela constelação, Bauval foi o primeiro a notar que o alinhamento das três pirâmides era uma acurada imagem espelhada das Três Marias, como são chamadas no Brasil as estrelas Alnitak, Alnilam e Mintaka, que formam o "cinturão" de Órion. A isso ele deu o nome de Teoria da Correlação, que forma a espinha dorsal de sua pesquisa.
As pirâmides há muito vêm fascinando Robert Bauval. Ele é um engenheiro egípcio, filho de pais belgas, nascido em Al-Iskandariyaa (Alexandria), e passou a maior parte da sua vida trabalhando no Oriente Médio. Por muitos anos ponderou sobre o significado de Sah, a constelação de Órion e sua ligação com as pirâmides.

Bauval sabia que a aparentemente inconsistente disposição das três pirâmides em Gizé não era acidental. O problema há muito ocupava sua cabeça e a de seus amigos engenheiros. Muitos concordavam que o alinhamento, embora incomum não era um erro, dado o conhecimento matemático que os egípcios tinham.

Enquanto trabalhava numa obra da Arábia Saudita, Bauval costumava passar as noites com a família e os amigos num churrasco no deserto. Num desses finais de noite ao redor da fogueira, um amigo engenheiro, que também era astrônomo amador, apontou para a constelação de Órion, que se levantava atrás das dunas. Ele mencionou de passagem que as estrelas que formam o cinturão do caçador pareciam imperfeitamente alinhadas, e não formavam uma diagonal reta. Mintaka, a estrela mais à direita, está ligeiramente fora do prumo. Enquanto o amigo explicava, Bauval ia vendo a luz - o alinhamento das três estrelas correspondia perfeitamente ao das pirâmides de Gizé !

Inicialmente Bauval usou o programa de astonomia Skyglobe para checar o alinhamento das estrelas em 2450 A.C. O software foi suficiente para clarear a mente de Bauval quanto ao valor da sua descoberta. O programa Skyglobe também pode colocar a Via-Láctea nos mapas celestes que produz, e ao fazer isso Bauval encontrou as evidências para a sua teoria. Gizé está a oeste do Nilo, da mesma forma que Órion está a "oeste" da Via-láctea, e na mesma proporção em que Gizé está para o Nilo.

Bauval colocou a precessão das Três Marias e descobriu que, devido à sua proximidade no espaço e à sua grande distância da Terra, há 5 mil anos as estrelas apareciam exatamente do mesmo modo como são vistas hoje. Claro, elas mudaram em declinação -antes estavam abaixo do equador celeste, a cerca de 10 graus de declinação.

A astronomia é fundamental na Teoria da Correlação de Bauval. Em um ciclo de 26 mil anos, o eixo do nosso planeta oscila levemente e isso leva a uma mudança aparente na posição das estrelas. Esse fenômeno é conhecido pleno nome de precessão. Enquanto a Terra oscila, a Estrela Polar que marca o Pólo norte celeste vai mudando. Atualmente, a estrela Polaris marca esse ponto, mas, na época das pirâmides, no lugar dela estava Thuban, da constelação Draconis. Dentro de dez anos, a estrela Vega, da constelação de Lira, irá ser o pólo norte celeste.

Outra mudança na posição das estrelas é provocada pela expansão do universo. As estrelas não estão paradas no espaço - elas têm o que se chama de movimento próprio. Algumas estão se movendo em direção à Terra, enquanto outras estão se afastando. Grupos de estrelas relacionadas, como as Três Marias, em Órion, tendem a se mover juntas pelo espaço.

A mudança da posição de uma estrela está em função, entre outras coisas, de sua distância do local de observação. Estrelas que estão muito longe parecem se mover bem devagar. Este é o caso das Três Marias, distantes aproximadamente 1,4 mil anos-luz Terra. Assim, através dos séculos, elas mudaram sua declinação, e hoje nascem e se põem em tempos diferentes. Mas elas retêm sua forma característica por causa da distância.

É muito importante entender que o céu era diferente no tempo das pirâmides. A forma geral das Três Marias tem permanecido igual, embora muitas outras partes do céu tenham mudado drasticamente. Graças aos sofisticados programas de computador, é possível projetar o céu de volta no tempo, o que permitiu a Bauval verificar e construiu sua teoria.

As relações que tal descoberta implica são fascinantes. Os egípcios eram dualistas, tudo em que pensavam e em que acreditavam tinha sua contraparte - causa e efeito, direita e esquerda, leste e oeste, morte e renascimento - e nada era visto isoladamente. Eles construíram em Gizé uma réplica exata do cinturão de Órion, o destino do Faraó, o Duat. Longe de ser uma tumba, a pirâmide seria o ponto de partida da jornada do rei morto de volta às estrelas de onde veio.

A egiptologia tradicional acredita que os egípcios praticavam a religião solar, centrada na adoração de Ra. O culto a Ra, cujo centro era Heliópolis, a Cidade do Sol, era sem dúvida importante, mas parece que era um apêndice de uma religião estelar ainda mais antiga. Toda a evidência que tem surgido sugere que Ra era meramente um dos instrumentos pelos quais o rei retornava ao tempo primordial, e não ao seu objetivo final. A aplicação da Astronomia ao estudo do Antigo Egito mostra que as estrelas tinham importância definitiva no destino final do rei, como se pode notar pelo texto 466 recolhido na pirâmide : "Ó Rei, és esta grande estrela, a companheira de Órion, que gira pelo céu com Órion, que navega o Duat com Osíris..."

O rei era muito importante por ser o elo entre os deuses e os homens, e era tratado com enorme respeito na vida e na morte. Desde o momento de seu nascimento era educado e treinado para seu retorno às estrelas. Cada aspecto da sua vida estava associado com sua jornada. Ele aprendia as rezas e encantamentos (muitos foram colocados nos Livro dos Mortos), que lhe garantiria uma jornada segura. Seu objetivo na vida era um retorno bem-sucedido, e a pirâmide, longe de ser uma tumba ou um memorial, era um ponto de partida dessa grande jornada.
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# Posté le samedi 03 mai 2008 21:26

Modifié le dimanche 04 mai 2008 01:56